Quando o assunto é celibato, os Protestantes desprezam a Bíblia

  • dia 4 de fevereiro de 2020

Quando o assunto é celibato, os Protestantes desprezam a Bíblia

Quando o assunto é celibato, os Protestantes desprezam a Bíblia

O protestantismo surgiu com o cisma (separação) de diversas igrejas da Alemanha da Igreja de Roma. A desculpa era a de que o papado havia pervertido a doutrina do Evangelho, então a “Reforma” de Lutero traria um retorno à pureza da fé da Igreja primitiva.
Agora, vejamos… Se o protestantismo é mesmo muito mais “evangélico” (fiel ao Evangelho) do que o catolicismo, porque os protestantes têm tanto desprezo pela vocação ao celibato, que é o modo de vida do próprio Cristo, de São Paulo e de uma multidão de fieis da Igreja primitiva?
De modo geral, espera-se que as lideranças religiosas deem o maior exemplo de amor a Cristo e de generosidade. Então porque praticamente todos os pastores protestantes são casados, e não se sentem chamados a seguir o ideal de vida celibatária pregado por Jesus, Paulo e João?
Sim, a doutrina de que o celibato é o estado de vida IDEAL e mais conveniente para os cristãos foi ensinada por:

  • Jesus, em Mateus 19,12;
  • Jesus, em Mateus 19,29;
  • São Paulo, I Coríntios 7;
  • São João, em Apocalipse.

Em Mateus 19,12, o Senhor usa a imagem do eunuco, que é um homem que teve seu órgão genital mutilado. Jesus fala que alguns nasceram eunucos (por defeito genético), outros foram feitos eunucos pelos homens (foram capados) e outros optaram livremente por ser eunucos “por amor ao Reino dos Céus”.

Essas palavras apontam, sem dúvidas, para os cristãos que abrem mão de casar e gerar filhos para terem mais disponibilidade para se dedicar às coisas de Deus – para servirem melhor à construção do Reino dos Céus. E você já sabe quem são essas pessoas, né? Os nossos padres, freis, freiras, monges e monjas!

Em Mateus 19,29, Jesus fala que todos que deixarem mulher e filho por causa dEle receberão o cêntuplo nesta vida e, depois, a vida eterna.

Em I Coríntios 7 São Paulo aconselha o celibato. Ele reconhece que nem todos têm essa vocação, mas a incentiva muito:

“O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa. A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das coisas do mundo, procurando agradar ao marido. Digo isto para vosso proveito, não para vos estender um laço, mas para vos ensinar o que melhor convém, o que vos poderá unir ao Senhor sem partilha.” (Cor 7, 33-35)

Mesmo diante de uma passagem tão cristalina quanto essa, os protestantes conseguem perverter o sentido, tirando da cartola as interpretações mais estapafúrdias para descartar a defesa do celibato feita por Paulo como um ensinamento válido para os cristãos de hoje.

“Ain, mas Paulo aconselha o celibato, e não impõe como lei”. Certo! Mas o que explica o fato de que praticamente nenhum pastor evangélico imite São Paulo nesse modo de vida e nesse aconselhamento ao povo? Essa parte do Novo Testamento convém passar batido, né Seu Pastô? Disfarça…

Pior do que jamais aconselhar a vida celibatária, os líderes protestantes falam mal dos religiosos católicos justamente por eles viverem solteiros como Jesus e Paulo viviam! Nos púlpitos, é comum ver pastores criticando os religiosos católicos por eles não se casarem.

Veja só… O “crime” de nossos religiosos, segundo os irmãos protestantes, é seguir o CONSELHO BÍBLICO de Paulo e viver solteiros por amor a Jesus! Se amar Jesus a esse ponto é crime… sim, nossos religiosos são culpados!

Mas no livro do Apocalipse é que fica mais do que evidente a predileção do Senhor por aqueles que aceitaram se entregar inteiramente a Deus, por meio da virgindade. Diante do trono de Deus, João viu um coro celeste de 144 mil virgens:

“Estes são os que não se contaminaram com mulheres, pois são virgens. São eles que acompanham o Cordeiro por onde quer que vá; foram resgatados dentre os homens, como primícias oferecidas a Deus e ao Cordeiro. Em sua boca não se achou mentira, pois são irrepreensíveis.” (Apo 14,4-5)

Como essas passagens bíblicas eram interpretadas e postas em prática na Igreja primitiva? Bem, a dinâmica era similar à que vemos hoje na Igreja Católica: a grande maioria dos cristãos se casavam, mas também havia um número razoável de homens e mulheres que abraçavam o celibato de modo permanente.

Isso está provado em diversos escritos patrísticos (de autores cristãos dos primeiros séculos), entre os quais podemos dar o exemplo deste escrito de Atenágoras, apologista católico que viveu em Atenas no século II:

“E é até fácil encontrar muitos dentre nós, homens e mulheres, que chegaram celibatários à velhice, com a esperança de um relacionamento mais íntimo com Deus.”

Petição em favor dos cristãos, cap. 33 (escrita no século II)
Essa é apenas uma das graves discrepâncias entre a doutrina protestante e a doutrina do Evangelho. E tudo fica ainda pior quando investigamos os escritos da patrística.

Para manter as suas ovelhas iludidas no curral, só resta mesmo aos protestantes difamar constantemente o catolicismo. Porque qualquer um que se disponha a estudar com honestidade e mente aberta a História do Cristianismo e a doutrina católica, não pode senão chegar à conclusão de que a Igreja Católica é que é verdadeiramente evangélica.

 

Fonte: O Catequista.

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