Jesus socialista? Conta outra piada!

  • dia 6 de março de 2020

Jesus socialista? Conta outra piada!

Jesus socialista? Conta outra piada!

Os ideais socialistas de promoção do bem-estar dos pobres, à primeira vista, parecem concordar com alguns princípios cristãos. Um olhar mais atento, porém, deixa evidente que socialismo e cristianismo caminham para pontos completamente divergentes. Sobre isso, o Papa Leão XIII mandou na lata:

“Na verdade, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, tenham o costume de distorcê-lo para atender a seus propósitos, tão grande é a discordância entre suas perversas opiniões e a puríssima doutrina de Cristo, que não se poderia imaginar uma maior: ‘Que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunidade entre a luz e as trevas?’ (2 Cor 6,14)”.

– Encíclica Quod Apostolici Muneris. 1878

O socialismo (que, de forma resumida, seria uma etapa para se chegar ao comunismo) não se reduz a uma teoria econômica, como muitos pensam. É uma FILOSOFIA que engloba toda uma cadeia de valores; uma filosofia que pretende dominar todas as instâncias da vida das pessoas, não só as relações econômicas e de trabalho. Do socialismo brota toda uma cultura anticristã!

“Jesus Cristo foi o primeiro comunista”, papagueiam muitos por aí. Mas o Filho de Deus jamais poderia ser comunista/socialista, pois…

…Jesus pregava a solidariedade, não a igualdade.

Jesus pregava o desapego dos bens e a solidariedade voluntária, enquanto o comunismo prevê o confisco da propriedade privada (no caso das ditaduras) ou a redistribuição artificial de renda baseada em altíssimos impostos, sem critérios de mérito (no caso dos países social-democratas).

Para o cristianismo, é natural que haja pessoas com mais bens materiais do que outras. A Doutrina Social da Igreja condena, isso sim, a excessiva acumulação de bens, especialmente quando essa o acumulador nada faz para produzir bens sociais que favoreçam a independência econômica e a dignidade dos mais pobres. Sobre isso, já falamos no post “A Igreja ensina a diferença entre capitalismo e capetalismo“.

A divisão igualitária de bens jamais esteve presente nas pregações de Jesus. Isso fica evidente nesta passagem:

“Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós?” (Lc 12,13-14)

…Jesus não condenava uma pessoa pelo simples fato de ela ser rica.

Jesus olhava o coração das pessoas, não sua condição social ou material; já o comunismo demoniza os ricos e romantiza a pobreza.

Ao nascer, Jesus receber presentes caros e homenagens de três pessoas ricas: os Reis Magos. E em vários trechos dos Evangelhos vemos Jesus citando respeitosamente Davi, que era um rico e poderoso rei.

É bem verdade que pessoa com muito dinheiro (e poder) tem muito mais facilidade de dar asas a suas maldades e tentações. Também os ricos têm mais possibilidade de se iludir com a aparente segurança e “felicidade” que seus bens lhe dão, e assim muitos podem ter dificuldade para reconhecer sua necessidade de Deus. Foi nesse contexto que Jesus disse: “É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus” (Mc 10,25).

Tanto isso é verdade que muitas pessoas ricas alcançaram a santidade. É o caso da popularíssima Santa Edwiges, que, depois de ter filhos e em acordo com seu marido, fez voto de castidade, mas não fez voto de pobreza: preferiu se manter à frente da administração de seu amplo patrimônio, com o qual ajudava os endividados, construía hospitais e sustentava conventos.

…Jesus ensinava que as coisas materiais eram secundárias.

Jesus queria que as pessoas a buscassem o Reino dos Céus acima de tudo. O sustento é algo importante, mas não deve ser a prioridade da vida de uma pessoa: a quem busca a Deus, os bens materiais são dados por acréscimo (Mt 6,33). Já o comunismo leva as pessoas ao materialismo, a buscar um paraíso nesta terra.

Já em seu tempo, Jesus frustrou as expectativas materialistas de muitos de seus seguidores. Depois que Ele multiplicou os pães e peixes, a multidão empolgada queria fazê-lo rei. Mas Ele deu um fora em geral:

“Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará.” (Jo 6, 26-27)

…Jesus ensinava a não cobiçar as coisas alheias.

Jesus pregava a paz e a conciliação, mesmo com aqueles que são injustos conosco. Já o comunismo se baseia na luta de classes, promovendo a inveja e o ódio dos pobres contra os ricos.

… Jesus era a favor da família e da castidade.

Jesus era submisso a seus pais, e condenava o adultério e o divórcio. Enquanto isso, o comunismo visa enfraquecer (até eliminar) a autoridade dos pais sobre os filhos, debocha da fidelidade conjugal e defende a abolição da família monogâmica – que seria nada mais do que uma estrutura alienante burguesa. A monogamia seria mais uma expressão do conceito de “propriedade privada”, nesse caso, de dominação do homem sobre a mulher  (sobre isso, ver o Manifesto Comunista e os escritos de Engels, Gramsci e Lukacs).

No socialismo, portanto, deve-se promover uma cultura de promiscuidade, a começar pelas crianças e jovens. Para isso, é fundamental enfraquecer a influência da religião e da família sobre o indivíduo, para que cada vez mais as pessoas dependam e confiem, acima de tudo, no Estado. É preciso enfraquecer a família para fortalecer o Estado socialista (o livro “1984”, de George Orwell, mostra bem essa realidade).

 

Fonte: Site “O Catequista”.

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